sexta-feira, 23 de novembro de 2012


TEMA: QUEM DEUS ESCOLHE?
TEXTO: I Coríntios 1. 26 – 28

Introdução: Nossa vida através de alguém que morreu, nosso ser abençoado por alguém que foi feito maldição, nosso ser justificado por alguém que foi condenado por si mesmo, era tolice e inconsistência aos homens cegados pela sua opinião própria e unidos a seus próprios preconceitos e descobertas orgulhosas de sua razão e filosofia. O modo de pregar o Evangelho era tolice para eles. Nenhum dos homens famosos pela sabedoria ou eloquência foi chamado para implantar a igreja ou propagar o evangelho. Uns poucos pescadores foram chamados e enviados com esta missão. Esses foram chamados para discipularem as nações; esse vasos escolhidos para levarem o tesouro do conhecimento salvador ao mundo. À primeira vista, não havia nada que parecesse grande ou elevado o suficiente para vir de Deus, e os orgulhosos pretendentes a erudição e a sabedoria desprezavam a doutrina por causa daqueles que a dispensavam.


I.              DEUS ESCOLHEU AS COISAS LOUCAS (I Co 1. 27)
Para derrubar todo o orgulho e ostentação dos homens Deus escolheu “as coisas loucas deste mundo para confundi as sábias”.

A história de Raabe prova que Deus quer usar a cada um. Essa mulher trabalhou como prostituta em Jericó quando os israelitas se aproximaram da cidade. Embora os israelitas precisassem de alguém para ajudá-los a estabelecerem a melhor estratégia de conquistar a cidade, parece motivo pouco lógico por que Raabe tenha sido escolhida para esse papel:
1.    Ela não ocupava nenhuma posição e nenhum titulo oficial na cidade.
2.    Os israelitas consideram as mulheres de classe inferior de cidadãos.
3.    Como prostituta, ela encontrava-se numa posiçã ainda mais inferior do que as mulheres em geral.

Mas pelo fato de a liderança depender menos de títulos do que de influência, Deus escolheu Raabe. Ela ajudou os espias por sua ágil sabedoria, seu tempestuoso e seu esperto plano. Assim ela salvou não somente a vida dela, mas também ajudou para que os propósitos de Deus se concretizassem de Jericó. O nome de “Raabe” ocupa inclusive um lugar de honra na lista dos heróis da fé (Hb 11. 31) quando ela é mencionado como um exemplo de salvação pela fé. Em Tiago 2. 25 ela é um exemplo de fé que produz boas obras. Em Mateus 1. 5 nó vamos ver que de Raabe descendeu Davi e Jesus.



II.            DEUS ECOLHEU AS COISAS FRACAS (I Co 1. 27)
Homens que não possuem nenhuma instrução para confundir os maiores eruditos; “as coisa fracas deste mundo para confundir as fortes”.
Deus se determinou a cumprir Seus objetivos aqui na terra através de homens com fraquezas.
1.    Adão e Eva transformaram um perfeito arranjo matrimonial em pesadelo.
2.    Abraão, o pai das nações, viveu uma mentira - usando a esposa como fantoche para salvar a pele.
3.    Jacó foi um transgressor.
4.    Samuel matou o rei Agague numa crise de fúria demonstrando excesso de zelo pela justiça.
5.    Davi, homem segundo o coração de Deus, foi um adúltero, assassino que não tinha direito moral algum à qualquer bênção de Deus.
6.    Salomão, o homem mais sábio da terra, fez algumas das coisas mais estúpidas registradas pela História.
7.    Isaías, o grande guerreiro da oração, era um homem de paixões - significando, tal como todos nós - fraquezas e dores.
8.    Jonas queria ver uma cidade inteira pegar fogo para justificar suas profecias em relação à ela - ele desprezou a misericórdia de Deus por um povo arrependido. A lista se alonga - homens que amavam a Deus, homens que eram grandemente usados por Deus - quase nocauteados devido às suas fraquezas.
9.    Pedro negou o próprio Senhor Deus dos céus - ofendendo Aquele que mais o havia amado.  
10. Paulo era impaciente e duro com os convertidos e parceiros que não conseguiam corresponder a seu estilo de vida ascético.
Ainda assim, Deus estava sempre dizendo, "Eu te chamei; Eu estarei contigo! Eu retiro o mal que há no teu coração! Cumprirei a Minha vontade, apesar de tudo!".



III.           DEUS ESCOLHEU AS COISAS HUMILDES E DESPRESIVEIS (I Co 1. 28)
Homens de graus e circunstâncias desprezíveis para confundir e prevalecer contra todo poder e autoridade dos reis terrenos. “e as coisa humildes e as desprezíveis”.
Lembro-me das aulas de educação física, quando os meu colegas escolhiam o time. Via de rega, eu, era o último a ser escolhido. Já nem me abalava mais. Podia ser bom em português e matemática, mas futebol sabia pouco.
No céu, porém, segundo Paulo, os times são escolhidos de forma diferente. Ah, os critérios de Deus! Quem pode entendê-los? Ele “escolhe as coisa loucas do mundo para confundir as sábias” . Foi assim que explicou sua própria conversão. Logo ele, um ex assassino, torna-se um escritor sobre a Graça? Quantas mãos não choraram a morte de seus filhos, enquanto Saulo se divertia? Ele assistiu de camarote a morte de Estevão e era o maior perseguidor da igreja da época.
No entanto, na hora de escolher o time, Jesus aponta o dedo para ele, para o vil e desprezível Saulo e transformou-o no bondoso e sábio Paulo. Você tem sido excluído dos times ao longo da vida?
Você não se encaixa nos padrões impostos pelo mundo?
Anime-se! Você tem uma vaga no time de escolhidos de Deus!
Ele escolheu os vis e desprezíveis, Ele escolhe os que não são, Por quê? Para confundi os que são. Nesse jogo, somente a vontade do Técnico importa. E a vontade d’Ele é ver você vencer!



IV.          DEUS ESCOLHEU AS QUE NÃO SÃO PARA ANIQUILAR AS QUE SÃO (I Co 1. 28)
Cosas que o homem tem em baixa estima, ou em extremo desdém, para despejar desdém e desgraça sobre tudo que eles valorizam e veneram; “e que não são, para aniquilar (desprezar) as que são.”
Quando lemos a Bíblia, entre as inúmeras constatações que poderíamos fazer, uma em especial fica muito clara: "As escolhas que Deus faz geralmente são totalmente contrárias à lógica humana". Tal fato pode ser verificado nas linhas que seguem:
Deus escolheu um homem inexperiente na arte da carpintaria, Noé, para que este construísse um barco com a dimensão de um moderno transatlântico, a fim de que pudesse exercer o Seu juízo sobre a humanidade pecadora através do dilúvio (Gn 6.13-17).
Deus escolheu um homem idólatra, chamado Abrão, para que este fosse transformado no "pai da fé" (Js 24.2,3; Gn 12.1-3).
Deus escolheu um pastor nômade de ovelhas, o qual não possuía boa oratória e nem eloquência, Moisés, para ser o libertador do povo de Israel, em vez de escolher seu irmão, Arão, o qual possuía grande capacidade de comunicação verbal (Ex 3.1,10; 4.10-14).
Deus escolheu dois homens praticamente desconhecidos, Eldade e Medade, para profetizarem no arraial dos israelitas, em vez de escolher o braço direito de Moisés, Josué (Nm 11.26-29).
Deus escolheu uma jumenta como Sua porta-voz para repreender o profeta (Nm 22.20-35).  
Deus escolheu o pior momento para fazer o povo de Israel atravessar o Rio Jordão, ou seja, a época das enchentes. E o povo atravessou o rio a seco! (Js 3.15-17).
Deus escolheu os gritos dos israelitas e os transformou em poderosas dinamites, que fizeram com que as muralhas de Jericó viessem ao chão (Js 6.20).
Deus escolheu um rapaz que era o caçula entre os seus irmãos, que pertencia a uma família muito pobre e cuja tribo estava entre as menos importantes de Israel, Gideão, para libertar Seu povo dos midianitas opressores (Jz 6.12-16).
Deus escolheu apenas 300 homens inexperientes na arte da guerra, os quais utilizaram armas estranhas - trombetas, cântaros e tochas - para colocar em fuga uma multidão de midianitas e amalequitas (Jz 7.7,12,16-25).
Deus escolheu um menino, Samuel, para revelar Seus planos sobre o Seu sacerdote, Eli, por causa de sua indolência espiritual (1 Sm 3.10-18).
Deus escolheu um corvo, animal impuro segundo a lei israelita, para ser o garçom que serviria a Elias durante parte do período de seca, bem como, escolheu uma pobre mulher viúva de Sarepta para alimentá-lo (1 Rs 17.1-6,9).  
Deus escolheu um pastor de ovelhas, Davi, para ser rei de Israel (1 Cr 17.7).
Deus escolheu os cânticos de louvor ao Seu nome - em vez de escolher o arco, a flecha e a lança - como armas poderosas que serviram para desbaratar os exércitos inimigos de Josafá (2 Cr 20.21-23).
Deus escolheu um profeta rebelde e insensível à Sua voz, Jonas, para que, a despeito de sua rebeldia, ele se tornasse o pregador mais bem sucedido de todos os tempos. A mensagem de Jonas foi responsável pela conversão de uma cidade inteira, a qual possuía mais de 120 mil habitantes! (Jn 1-4).
Deus escolheu um casal de idosos, Zacarias e Isabel (e ela ainda era estéril!), para que eles se tornassem os pais de um dos maiores profetas da Bíblia, João Batista (Lc 1.5-17).
Deus escolheu uma moradora de uma das cidades menores e mais insignificantes de toda a Bíblia, Nazaré, para que esta fosse a mãe do Salvador. Nazaré não é citada nenhuma vez sequer em todo o Antigo Testamento! (Lc 1.26-31).
Deus, na pessoa de Jesus, escolheu como seus apóstolos algumas pessoas que normalmente jamais seriam recrutadas por nenhum departamento de recursos humanos de qualquer empresa (Mt 10.1-4). Ele escolheu: um homem que tinha instintos violentos, Pedro (Jo 18.10); dois irmãos cujos temperamentos pendiam para a agressividade, Tiago e João, filhos de Zebedeu (Lc 9.51-56); um incrédulo, Tomé (Jo 20.24-29); um coletor de impostos, Mateus, pessoa que era odiada pelos judeus e cuja profissão era vista com muita desconfiança (Mt 9.9-13); Simão, um zelote, pessoa que estava ligada aos partidos revolucionários judaicos e, muitas vezes, andava armada com uma adaga (Lc 5.15); e, por fim, escolheu um traidor, Judas (Mt 10.4).
Deus escolheu derramar a presença do Seu Espírito na História, não no suntuoso Templo de Jerusalém e nem nas disputadas sinagogas, mas sim em um simples quarto de estudos e de oração, o cenáculo! (At 1.13; 2.1).
Deus escolheu como seu arauto um dos maiores teólogos e pensadores da história da igreja. Porém, este homem antes de se converter foi alguém que consentiu na morte de Estêvão e que também chegou a perseguir a igreja e a conduzir homens e mulheres crentes à prisão. Seu nome, Saulo (Paulo) (At 7.59-8.3; 9.1-18).
Finalmente, Deus escolheu você! Sim, você mesmo (a) preste bem a atenção ao que eu vou te dizer. Deus não está interessado em escolher mentes brilhantes, oradores eloquentes ou personalidades empolgantes. Ele não está à procura de pessoas que possuem cultura invejável, riquezas inigualáveis ou coisas do gênero (isso não quer dizer que Ele não se preocupe também com tais pessoas. Nada disso! Ele está interessado apenas em escolher pessoas que queiram amá-lo, adorá-lo e serví-lo. Portanto, não se esqueça de uma coisa: "Deus não cometeu nenhum equívoco ou engano quando te escolheu. Ele sabia quem você era, quem você é e quem você virá a ser. Ele jamais se arrependeu de ter te escolhido e, se você deixar, Ele fará essa escolha valer à pena. Isto só depende de você, escolhido(a) do Senhor!".


Conclusão: “Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisa fracas deste mundo para confundir as fortes” (I Co 1. 27).
Que Deus maravilhoso! Esse é o Deus que servimos, um Deus que escolhe as coisa loucas deste mundo para confundir as sábias, as fracas para confundir as fortes, Os valores de Deus não são os nossos, a vida de conquistas que Deus tem para nós está muito além do que podemos imaginar. Ele quer que estejamos caminhando conforme a sua vontade e que nossos corações não estejam nas coisas que conquistamos. Não precisamos nos espelhar nos valores do mundo, nós temos valor na pessoa de Jesus Cristo, que vive em nós. Isaias 55:08 “Porque meus pensamentos não são os vossos pensamentos; nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor!




           

ALGUNS PRINCÍPIOS GERAIS DE EVANGELISMO


Introdução: A Bíblia nos apresenta alguns princípios que não podem ser esquecidos na vida daqueles que primam por se envolver na evangelização. Tais princípios são fundamentais, pois nos direcionam para a execução do trabalho com eficácia.
1.   
       1. Princípio da motivação
•     Conversão – A motivação da conversão começa com a experiência da própria conversão. Só uma pessoa que foi salva pode evangelizar alguém.
•       Paixão pelas almas – O crente é de Deus e todo o mundo está no maligno (I Jo 5.19). A paixão pelas almas acontece quando o crente vê que o mundo jaz no maligno e fará tudo para mudar essa situação. O que nos leva a grandes empreendimentos de evangelização e missões é exatamente essa dupla convicção existente na vida da Igreja: A NOSSA

             
      
       3.   Princípio da comissão
O crente, para ter segurança na evangelização, necessita ter consciência de que é comissionado por Jesus Cristo. Ele precisa ter a convicção plena de que foi o próprio Cristo quem o enviou para evangelizar (Mc. 16. 15,16).
      
      4.   Princípio da capacitação
Todo crente está capacitado para evangelizar (At. 1.8) 14
      
      5.    Princípio do aprendizado
Jesus preparou os discípulos e, após tê-los discipulado, enviou-os para que fizessem o mesmo com todas as nações (Mt 28. 18-20).  Além dos métodos, estratégias e técnicas de evangelização, o crente deve conhecer a mensagem e dela ter domínio, é importantíssimo para a realização de um bom trabalho, que ele se aplique ao aprendizado, ao treinamento, ao estudo, etc.
      
      6.    Princípio da localização do perdido a ser alcançado
A ordem é pregar a todo o mundo, contudo o Espírito Santo, por diversas razões, indica a cada crente onde está a pessoa certa a ser alcançada (Jo. 4.4; At. 8.26,27 e 16. 8-10). O evangelista em comunhão e sensível ao Espírito Santo sempre saberá a quem ir.
      
      7.    Princípio da mensagem evangelizante completa
No processo de toda a abordagem ou tentativa de evangelização, os seguintes elementos precisam estar presentes:
• A realidade do pecado e de que todos os homens são  pecadores (Rm 3.23).
• A consequência do pecado, gerando morte nos homens  – Morte física e morte eterna, condenação eterna - separação de Deus na eternidade - (Rm 6.23).
• O amor de Deus para com o homem perdido impetrando  um plano de   Salvação através de Jesus Cristo (Jo 3.16).
• A indicação da providência do ser humano para apropriar-se da salvação, arrepender-se e crer (Rm 10.9).
No contexto da mensagem evangelizante completa, pelo menos esses quatro pontos, necessariamente, devem estar presentes em qualquer conversa  evangelística ou sermão evangelístico.
      
      8.    Princípio da oportunidade da abordagem
A evangelização se inicia onde a pessoa está em sua atividade normal. Ex: a mulher samaritana (Jo 4), Felipe e o Eunuco (At. 8.26...) , e outros. Deve-se falar a tempo.
      
      9.    Princípio da adequação da mensagem ao contexto de cada evangelizando
É preciso que se apresente a mensagem dentro do contexto e numa linguagem adequada à pessoa que se quer evangelizar. Isso será fundamental para a compreensão da mesma. Ex: A agricultores, Jesus falou do semeador (Mc 4); a pastores, Jesus falou de rebanho e ovelhas (Lc 15.1-7), e outros exemplos bíblicos.
      
      10.    Princípio do apelo
Toda pessoa que ouvir a exposição do evangelho, precisa ser conclamada a  tomar uma decisão. Em Atos 2.14-36, Pedro apelava em sua grande mensagem:
Salvai-vos desta geração perversa” (At. 2.40). Em Atos 3.19, ele faz outro apelo, em II Co 5.20, Paulo também apelava. O apelo é importantíssimo para a complementação da experiência.
      
      11. Princípio da responsabilidade do crente
Uma vez cientes da diferença que existe entre pregar e evangelizar, a tarefa de pregar pode ser de alguns vocacionados, mas a tarefa de testemunhar de Cristo é de todos os crentes. Todos podem contar aos outros quem é Jesus e como foi que Cristo o salvou (At 8.4-11, 19,20).
      
      12. Princípio da integração ao corpo de Cristo
Aquele que creu no Senhor Jesus precisa ser integrado à igreja (Corpo de Cristo), para haver desenvolvimento do seu crescimento espiritual (Ef. 4. 10-16). No dia de pentecostes, cerca de 3.000 pessoas foram “agregadas” em igrejas (At. 2.410).
Paulo teve a ajuda de Barnabé para ser integrado à Igreja de Jerusalém (At 9.26-28). Faz parte da integração, o batismo pelo qual a pessoa que teve um encontro real com Cristo, publicamente, declara ser seguidora de Jesus, tornando-se membro da igreja local. Em uma igreja pequena, esse processo não é difícil, contudo, numa grande igreja, em grandes centros urbanos, se faz necessário um elaborado programa de integração.  
      
      13. Princípio do crescimento espiritual
Aquele que aceita a Cristo como Salvador pessoal, precisa crescer espiritualmente. Se uma pessoa apenas se converte e não é instruída ao crescimento espiritual, sua vida cristã será deficiente. Pedro nos fala sobre isso em II Pe 2. 1,2. “Mas houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres, os quais introduzirão encobertamente heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição.E muitos seguirão as suas dissoluções, e por causa deles será blasfemado o caminho da verdade;”

Conclusão: Precisamos analisar esses princípios e aplicá-los de acordo com a situação e contexto local. É dessa forma que resultados satisfatórios serão obtidos para honra e glória do Senhor.

A Importância da Fé Cristã (Sl 27.1 – 3 e 10)


Introdução
O conceito da fé cristã encontra-se em Hebreus 11.1 e 6 “Ora, a fé é o firme fundamento das coisa que se esperam, e a convicção das coisas que não se vêem.. e, sem fé é impossível agradar a Deus.” A fé é o combustível da carruagem espiritual.


I – Motivos da Fé Cristã
1 – O Senhor é a luz do crente (Sl 27.1)
O medo é uma sombra escura que nos envolve, e em última estância, aprisiona dentro de nós o mesmo. Todos nós já nos vimos prisioneiros do medo alguma vez; medo da rejeição, de ser mal entendido, da incerteza, da doença ou da morte.
Mas podemos vencer o medo através da luz libertadora do Senhor, que traz a salvação. Devemos dizer ao medo como o salmista disse “ O Senhor é a minha luz”.

2 – O Senhor é a nossa salvação (Sl 27.1)
Ele é o nosso salvador, e a bíblia nos diz que “fora dele não há salvador


II – Fé Provada
1 – Ainda que um exército me cercasse.
A – O seu coração não temerá (27.3)

2 – Ainda Que um Exercito se Levante Contra o Crente
A – no Senhor o crente há de confiar (Sl 27.3b);
B – é o Senhor quem faz cessar as guerras até o fim da terra (Sl 46.9ª)

3 – Se Sentir Abandonado de Pai e Mãe
A – O Senhor o acolherá (Sl 27. 10)
Mesmo que pai e mãe, que amigos nos abandonem Deus pode tornar-se parte de nossa vida, preencher o vazio e curar nossas feridas. Seu amor é suficiente para todas as nossas necessidades.
B – O senhor não se esquece do crente fiel
Is 49.15 “Pode uma mão esquecer-se tanto de seu filho que cria, que se não compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas, ainda que essa se esquecesse , eu todavia não me esquecerei de ti”  


Conclusão
O capítulo 11 de Hebreus demonstra a natureza do único tipo de fé aceita por Deus e que triunfará na pior das situações. É uma fé que crê nas realidades espirituais, que leva a justiça, que busca a Deus, que crê na sua bondade, quem tem confiança na sua Palavra, que vive segundo as promessas de Deus. É através da fé que descobrimos que o Senhor é a nossa luz a nossa salvação e que seu amor é suficiente para todas as nossas necessidades.

Márcio Andrade

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

TEMA: A VIDA PLENA NAS AFLIÇÕES - EV. ISAÍAS DE JESUS


TEXTO:Sei estar abatido e sei também ter abundância; em toda a maneira e em todas as coisas, estou instruído, tanto a ter fartura como a ter fome, tanto a ter abundância como a padecer necessidade. Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Fp 4.12,13).


INTRODUÇÃO: “Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós, para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse; mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis. Se, pelo nome de Cristo, sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória de Deus”. (1º Pedro 4. 12-14).
Muitos se dizem discípulos de Jesus, e até alguns pregadores usam as palavras de Paulo em 

Colossenses 1.24, quando diz: “… cumpro o resto das aflições de Cristo…”. Creio no que a Bíblia diz que somos participantes de tais aflições, mas muitos usam isto mais como uma lamentação, uma lamúria, demonstrando-se mais vítimas, do quê verdadeiros soldados do exército de Cristo, e assim não vão muito longe em seus ministérios, desistindo no “meio do caminho”.

O fato é que nem todas as aflições que passamos é por causa do nome de Jesus Cristo, mas sim, diversas vezes por causa de nossa própria escolha, nossas desobediências à Palavra do Senhor, nossa falta de vigilância, falta de prudência e paciência, etc…Por outro lado, em 1º João 2.6, nos é dito: “Aquele que diz que está Nele também deve andar como Ele andou”…Se Jesus Cristo foi perseguido e afligido, quanto mais nós, que não somos nem um pouco melhores do que ELE: “Lembrai-vos da palavra que vos disse: Não é o servo maior do que o seu SENHOR. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa (João 15.20)”..

Mas o melhor de tudo isso é que um dia, todas estas aflições terão um fim. O próprio apóstolo Paulo, afligido muitas vezes pelos falsos irmãos em Corinto, disse assim: “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente. (2º Co 4.17)”. Pois ele sabia, que tem um lugar reservado no céu, aonde não há lágrimas, nem dor, nem pranto, quando o próprio Senhor Jesus enxugará de nossos olhos todas as nossas lágrimas e nos consolará de todas as nossas aflições (Ap 21.4).


AS AFLIÇÕES DE PAULO
Uma das marcas indiscutíveis do ministério de Paulo foi o sofrimento que teve durante sua vida ministerial. Suas cartas relatam estes sofrimentos: 1 Coríntios 4.9-13 – marcas da cruz de Cristo; 1 Coríntios 16.8-10 – adversários e tribulações; 1 Coríntios 15.32 – lutas; 2 Coríntios 7.5 – conflitos e temores; Gálatas 4.11-15 e 2 Coríntios 12.7 – enfermidades (talvez acessos de malária); 2 Coríntios 11.23-33 – elenco completo de sofrimentos: prisões; açoites; perigos de morte; fustigado com varas; apedrejado; naufrágio; perigos nas viagens, nas cidades, nos mares, entre judeus, entre gentios, nos rios; fome e sede; frio e nudez; etc.

Paulo sabia o que era sofrer e a respeito disso deu testemunho em sua II Epístola aos Coríntios (II Co. 11.6.29; 12.10). E por causa de tais aflições, poderia, também, “consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmo somos consolados de Deus” (II Co. 1.4).

Essa é uma demonstração de um dos motivos pelos quais somos afligidos, a fim de que possamos nos colocar no lugar daqueles que padecem.


A TRISTEZA DO APÓSTOLO
Nem sempre o ambiente em que estamos vivendo, mesmo em nossas igrejas, irá determinar que continuaremos envolvidos com Deus. Nem sempre pessoas com as quais convivemos, por mais espirituais que elas possam ser, irão fazer-nos continuar a nos envolver com o Senhor e com a Sua obra. Também, as experiências que já tivemos no passado, por mais bem sucedidas que elas tenham sido, não irão fazer-nos seguir em frente no objetivo de continuarmos envolvidos com Deus. O apóstolo Paulo faz uma tremenda recomendação ao colega Timóteo, exortando-o a que ele continue envolvido com Deus e com a Sua obra até o fim dos seus dias. Paulo exorta Timóteo a que cumpra cabalmente, completamente, o seu ministério, vejam: “…Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério…” 2 Tm.4.5


CONTENTANDO-SE EM CRISTO OS ANOS FINAIS E O MARTÍRIO
Em algum ponto durante os anos finais do ministério de Paulo os romanos provavelmente o prenderam novamente, pois ele passou um inverno em Roma na Mamertime Prison, passando frio na cela gelada de pedra enquanto escrevia a sua segunda carta a Timóteo (66-67 D.C). Ele podia estar antecipando isso quando pediu para Timóteo lhe trazer o seu manto (2 Timóteo 4:13,21). Nós só podemos especular quais eram as acusações contra Paulo; alguns sugerem que Paulo e os outros cristãos podiam ter sido acusados (falsamente) de terem incendiado Roma. Era, no entanto, contra a lei pregar a fé cristã. A proteção que havia sido dada aos judeus tinha sido retirada dessa nova religião estranha. Paulo sentiu o peso dessa perseguição. Muitos o abandonaram (2 Timóteo 4:16), inclusive todos os seus colegas na Ásia (1:15) e Demas que amava ao mundo (4:10). Apenas Lucas, o médico e autor do livro de Lucas e Atos, estava com ele quando ele escreveu a sua segunda carta a Timóteo (4:11). 

Crentes fiéis que estavam escondidos em Roma também manteram contato (1:16; 4:19, 21). 

Ele pediu a Timóteo que viesse ao seu encontro em Roma (4:11), e aparentemente Timóteo foi. O pedido de Paulo que Timóteo o trouxesse seus livros e o seu pergaminho indica que ele estava estudando a palavra até o fim. O apóstolo Paulo teve duas audiências diante dos romanos. Na sua primeira defesa só o Senhor ficou do seu lado (2 Timóteo 4:16). Lá não só ele se defendeu como também defendeu o evangelho, ainda na esperança que os gentios escutassem sua mensagem. Aparentemente não houve um veredicto, e Paulo foi “livre da boca do leão” (4:17). Apesar de Paulo saber que morreria em breve, ele não temeu. Ele foi assegurado que o Senhor o daria a coroa da justiça no último dia (4:8). Finalmente, o apóstolo em si escreveu encorajar todos os que criam “O Senhor seja com o teu espírito. A graça seja com vosco” (2 Timóteo 4:22, RSV). Depois disso, a escritura não menciona mais 

Paulo. Nada sabemos sobre a segunda audiência de Paulo, mas provavelmente resultou em sentença de morte. Não temos nenhum relato escrito do fim de Paulo, mas foi provavelmente executado antes da morte de Nero no verão de 68 D.C.. Como um cidadão romano, ele deve ter sido poupado das torturas que os seus companheiros de mártir haviam sofrido recentemente. A tradição diz que ele foi decapitado fora de Roma e enterrado perto dali. A sua morte libertou Paulo “partir e estar com Cristo, o que é muito melhor” (Filipenses 1:23).


LIVRE DA OPRESSÃO DA NECESSIDADE 
Alegria em Cristo (4:4-7). Não é fácil estar contente no sofrimento, mas isto é o que o cristão é chamado frequentemente a fazer. O cristão que está lutando contra Satanás sofrerá nesta vida (veja 2 Timóteo 3:12). Mas podemos regozijar-nos, não importa quão dura seja a situação, se regozijarmos “no Senhor”. Se simplesmente nos mantivermos perto do Senhor, em oração, e pelo nosso próprio comportamento moderado, até mesmo no sofrimento poderemos conhecer a paz “que excede todo o entendimento” (4:7). Paulo está escrevendo com experiência: lembre-se, foi em Filipos que ele e Silas estavam alegremente cantando hinos a Deus mesmo depois de terem sido espancados e atirados na prisão (veja Atos 16:19-25).


CONCLUSÃO
Certamente Paulo foi o maior mestre da fé cristã depois do próprio Senhor Jesus Cristo. 

Chamado e dirigido pelo Espírito santo para proclamar o evangelho aos gentios, esse grande teólogo expôs as profundidades da fé cristã de uma maneira que se mostra fundamental para a igreja de Jesus através dos séculos. Seu total compromisso com o Evangelho do Cristo crucificado permanece como um exemplo para todos os crentes de todas as épocas. Seu desejo de perseverar a verdade contra todas as heresias ou qualquer coisa que tentasse desfazer o direito a salvação somente pela graça brilha através de todos os seu escritos. Seu profundo zelo pela aplicação da verdade do Evangelho na vida do crente levou-o a escrever páginas sobre como se deve viver o autêntico cristianismo no meio de uma sociedade pagã. 

Tudo isso só seria alcançado por meio do Espírito santo, que vive no interior do crente para realizar os propósitos do pai. Seu profundo amor pelos irmãos na fé e a maneira como sofria e entristecia-se com os pecados e sofrimentos deles são vistos não somente no modo como escreveu sobre os crentes, ou seja, com grande carinho e encorajamento, mas também em suas repetidas referências às orações que fazia por eles. Sua profunda convicção de que todos pecaram e estão abaixo do julgamento de Deus e sua preocupação para que homens e mulheres ao redor do mundo encontrassem a salvação de que precisavam tão desesperadamente levaram Paulo a responder ao chamado para pregar o Evangelho aos  Gentios. Para o apóstolo, Cristo era a única resposta. Ele era o foco e o poder da vida de Paulo e, acima de tudo, aquele que morreu para que ele recebesse o perdão e encontrasse a justificação e a vida eterna no último dia. 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

5º CONGRESSO DE MULHERES DA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM VIÇOSA-ALAGOAS

Nos dias 25, 26, 27 e 28 de outubro ocorreu na Assembléia de Deus em Viçosa-Alagoas o 5º Congresso de Mulheres. Pela quinta vez em Viçosa, esta celebração reuniu quase 200 irmãs de todos os cantos da nossa cidade. O Pr. Donizete e sua esposa, irmã Sulamita Helena, estiveram junto com a Coordenadoria de Mulheres da Assembléia de Deus em Viçosa-AL, na direção do congresso. Um verdadeiro mover do Espírito ocorria durante os cultos pela tarde e noite. Caravanas das cidades de Maribondo-AL, Chá-Preta-AL, Capela-AL e Batalha estiveram presente levando suas vozes exaltando e louvando o Rei Jesus naquele lugar. O cantor Samuel Mariano (Pernambuco) ministrou louvor na abertura do congresso e a cantora Eveny Braga(Maceió) louvou no encerramento. O tema do congresso “Despertai-vos mulheres cristãs! Eis que o noivo está voltando” baseado em Mateus 25. 6 foi ponto chave nas preleções de: 25. Pr. Marcio Peixoto-Maceió (Noite, Quinta) 26. Irmã Zezé-Garanhus-PE (Tarde, Sexta) 26. Miss. Sandra-Bahia(Noite,Sexta) 27. Pr. Luciano Alves-São Paulo (Noite, Sábado) 28. Pr. Luciano Alves-São Paulo (Tarde-Domingo) 28. Pr. Luciano Alves-São Paulo (Noite, Domingo) Após uma festa como essa, nós viçosenses só temos a agradecer a Deus, aos nossos líderes, a Coordenadoria de Mulheres, a cada irmã que durante alguns meses, ensaiaram para apresentar o melhor para Deus e não podemos esquecer também, a cada irmã que com muita dedicação se esforçaram saindo de suas cidades para estar aqui presente em nossa cidade louvando a Deus abrilhantando este congresso. Durante 4 dias Viçosa teve um brilho diferente, e isso se deve às irmãs que aqui estiveram no 5º COMADEV. E desde já, convidamos vocês para estarem presentes no 6º COMADEV 2013. Esperamos você!

terça-feira, 23 de outubro de 2012

5º CONGRESSO DE MULHERES DA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM VIÇOSA-ALAGOAS



O nosso Congresso de Mulheres está se aproximando, e como em todo evento, Deus tem derramado da Sua Graça e Unção sobre nós. Estamos  certas de que neste ano não será diferente, pois, todas quantos  vierem sairão alimentadas e fortalecidas pela palavra e comunhão com outras irmãs.
Portanto, esteja orando desde já e declarando o vitória em todas as áreas: física, emocional e espiritual. 
Venha com muita expectativa, pois, cremos que Deus vai nos surpreender, e revelar os segredos do seu coração a nós. Creia!!! 

Contamos com a sua presença!
Assembléia de Deus em Viçosa-AL

Coordenadora: Sulamita Helena 
Pr. Donizete Inácio 

domingo, 21 de outubro de 2012

Jovens evangélicos oferecem abraços na Parada Gay de Goiânia

O vídeo com a ação tem mais de 80 mil visualizações no Youtube em apenas uma semana.
Do gospelprime


Jovens evangélicos que fazem parte do ministério Loucos por Jesus participaram da Parada Gay de Goiânia promovendo uma forma diferente de evangelização. Os voluntários escreveram um cartaz com a mensagem “Me dê um abraço, Jesus te ama” e ficaram aguardando a retribuição dos participantes do evento.
A campanha foi pensada para levar o amor de Deus para o público do evento, mostrando que um simples gesto pode expressar o amor de Deus. Essa ação foi filmada e postada no Youtube e em apenas uma semana mais de 80 mil pessoas visualizaram o vídeo, compartilhando também nas redes sociais.
“A repercussão do vídeo aconteceu porque é um evangelismo pautado no amor. Nós, que somos cristãos, devemos amá-los, pois é isso que nos diferencia nesta terra”, diz Thiago Lobos, um dos integrantes dos Loucos por Jesus.
Sempre pensando em alternativas diferentes para levar a Palavra de Deus e provar que são Loucos por Jesus, esses jovens já estiveram evangelizando em jogos de futebol, praças de alimentação de shoppings, faculdades e em grandes shows.
“Recebemos dezenas de emails de pessoas contando que suas vidas foram mudadas depois que viram nossas loucuras. É emocionante ver que Deus tem nos usado para influenciar uma geração”, disse Thiago lembrando de outras ações que também foram mostradas na internet.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

TEMA: O QUE PODEMOS APRENDER COM OS ERROS DE JONAS



Texto: Jonas cap. 1 a 4

Introdução: Jonas foi uma profeta do Reino do Norte, durante o reinado de Jeroboão II. Foi chamado por Deus para advertir a Nínive concernente ao juízo divino que estava preste a se abater sobre ela em consequência de seus muitos pecados. Nínive era a capital da Assíria, uma nação perversa, cruel e imoral. Israel odiava os assírios, e os considerava uma grande ameaça a sua sobrevivência. Jonas tinha consciência de que a grande ameaça para Israel era a Assíria.  


I.            QUANDO DEUS FALA, FUGIR É PERIGOSO
1.    Quando é Deus quem está falando, Ele é claro e muitas vezes detalhista. "Veio a Palavra do Senhor a Jonas, filho de Amitai, dizendo:..." Aqui Deus deixa bem claro a Jonas sobre o que Ele queria que ele realizasse. (Jn. 1.1) Neste caso Ele deu o endereço, a mensagem e disse o  porquê.

Há uma grande diferença entre a resposta de Jonas e a de Abraão ouvir a ordem do Senhor... Em Gn. 22.2 disse o Senhor para Abraão: "Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de  Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi"... veja como ele responde no v.3: "Então se levantou Abraão pela manhã de madrugada, e albardou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus moços e Isaque seu filho; e cortou a lenha para o holocausto, e levantou-se, e foi ao lugar que Deus lhe dissera".

2. Mas em vez de ir para Nínive, Jonas rebelou-se e fugiu. Jonas fugiu da chamada divina, recusou-se a entregar a mensagem de Deus a Nínive, porque receava que seus habitantes se arrependessem e Deus os livrasse do juízo. O profeta não queria que Deus tivesse misericórdia de nenhuma nação, exceto Israel, e, sobretudo que tivesse compaixão da Assíria.
      Cristo vocacionou a igreja para cumprir uma tarefa maior do que a de Jonas – Ir por todo mundo, pregar o evangelho. O que eu tenho observado é que poucas igreja se interessam pela obra missionária, suas preocupações hoje são exclusivamente com as edificações do seu próprio reino no país onde atuam. A missão de Jonas era ir a Nínive, mas, em vez disso rebelou-se foi para Jope lá comprou uma passagem e foi para Társis.



II.        CRISE DE ORAÇÃO NA VIDA DE UM PROFETA
1.    O que pode acontecer quando não oramos? A crise de Jonas, antes de tudo foi "crise de oração". Por que a Bíblia insiste tanto para que oremos?
2.    Para Paulo orar não era uma opção, era uma questão vital, imprescindível, uma questão de sobrevivência: Para a Igreja de Tessalônica ele diz: "Orai sem cessar" (1 Ts. 5.17). Para a igreja de Roma, (Rm. 12.12) "Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração"; para a igreja de Éfeso (Ef. 6.18) "Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos,".
3.    Jesus tinha uma disciplina rígida de oração: Ele começa seu ministério orando e jejuando 40 dias (Mt. 4) "E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome;". Em Mt. 14.23 está escrito: "E, despedida a multidão, subiu ao monte para orar, à parte". Foi Ele quem disse: "Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca". (Mt 26.41).
4.    A igreja primitiva nasceu numa atmosfera de oração e cresceu nesta atmosfera (Atos 1:14; 2.42)
5.    Quando não oramos:
(1)  Em vez de responder pra Deus, "eis-me aqui..." dizemos, "não conta comigo" (Levantamos para fugir... v.3). Quando você não ora, está dizendo para Deus: "não conte comigo".
(2)  Perdemos o senso de direção e "pegamos barco errado". "...tendo descido a Jope, achou um navio que ia para Tarsis;" (Mas não era o lugar indicado pelo Senhor). v.3 Ausência de oração é demonstração de insubmissão ao Senhor.
(3)  Deixamos de ser agente de benção para ser a "causa" do sofrimento dos que caminham, viajam, estão junto conosco. (Jn. 1.4,5). A desobediência de Jonas tirou a tranquilidade da viagem (grande tempestade), provocou um grande prejuízo financeiro (lançavam ao mar a carga que estava no navio).
(4)  Ausência de oração nos faz indiferentes, petrificados, insensíveis etc... "os marinheiros, cheios de medo, clamavam... lutavam para aliviar o peso. Jonas, porém, havia descido ao porão, se deitado e dormia profundamente". (Jn. 1.5). É terrível quando alguém ignora o que está acontecendo em sua família, com vizinhos, na empresa, na escola, na igreja e diz: "Não tenho nada a ver com isso... não me diz respeito... eu deito e durmo...". Jonas estava indiferente em relação a sua própria vida. "Tomai-me e lançai-me ao mar..." (1.12).
(5)  Nada mais terrível para um cristão do que ser repreendido pelo mundo. Jonas foi repreendido pelos pagãos (Jn. 1.6).
(6)  Quando não oramos, nossa vida se torna uma contradição, uma incoerência... Quando interrogamos Jonas, ele disse: "Temo ao Senhor... (1.9) isso não era o que se verificava no seu comportamento. Ausência de oração nos faz dizer uma coisa e viver outra. Diante do interrogatório justifica sua fé e temor, mas é uma fé e temor que não produzem oração.



III.       O QUE ACONTECE QUANDO ORAMOS:
1.    Jonas orou quando a única saída era orar (Jn. 2.1). Não espere para orar quando estiver no "ventre do peixe"... Na minha angústia, clamei ao Senhor (Jn. 2.2); ...do ventre do abismo, gritei... (Jn. 2.2). Quando desfalecia a alma ele se lembrou do Senhor (Jn. 2.7);
2.    A oração sincera faz com que Deus nos tire do "ventre do peixe"(Jn. 2.10)
3.    Quando oramos Deus volta a falar conosco dando-nos uma segunda oportunidade (Jn 3.1).
4.    A oração repele todo sentimento de insubmissão e nos faz servos obedientes... "Levantou-se, pois, Jonas e foi a Nínive, e segundo a palavra do Senhor". (Jn. 3.2). Toda insubmissão é resultado de uma vida pobre de oração. Não se engane, quando deixamos de orar o velho homem orgulhoso, soberbo, arrogante, presunçoso assume o domínio da nossa vida.
5.    Os resultados de tudo o que eu faço para Deus, depende do quanto eu levo a sério minha vida de oração. Nada acontece por acaso, o texto diz que Jonas pregou e os ninivitas creram e se arrependeram... (Jn. 3.5)


Conclusão: Mesmo quando nos encontramos em um lugar escuro e parece que ninguém nos ouve. Que estamos sozinhos e não há mais esperança. Podemos nos lembrar que existe um Deus que nos criou. Que comanda todas as coisas e ouve a nossa voz. Um Deus que se importa com cada detalhe de nossas vidas e está no controle, ainda que para nós não faça sentido. O Senhor conhece seu coração e quer te tirar do abismo. Jonas clamou a Senhor e Ele ouviu sua voz e o tirou daquele abismo. Não será diferente com você.


terça-feira, 4 de setembro de 2012

O Clamor do Mundo


“O povo que estava em trevas viu uma grande luz; e os que estavam assentados na região e a sombra da morte a luz raiou” (Mateus 4. 16).

O problema que o mundo enfrenta é de ordem espiritual, e só podem ser solucionado através do Evangelho de Cristo.
O quadro social da Galiléia pode servir como amostra da humanidade sem Cristo. Além da mensagem de salvação, Jesus trazia conforto aos sofredores, e lenitivo para a alma. Ele se compadecia das multidões, pois eram como ovelhas que não tem pastor. Hoje as necessidades humanas são as mesmas daquele tempo, e a igreja tem a solução para os problemas do nosso povo: Jesus!


Um casal de missionários recém chegado para trabalhar na Índia estavam à beira do rio Ganges - rio que corta quase todo país indiano. O casal orava e observava atentamente as pessoas que ali faziam suas preces, que se banhavam nas águas sujas do rio, depositavam os cadáveres de seus entes queridos seguindo as leis do Hinduísmo e a multidão de turistas que ali estava para fotografar e receber uma bênção especial do rio mais sagrado, misterioso e adorado da Ásia.


De repente, uma cena estranha e bizarra lhes roubou a atenção. Uma mulher que descia em direção ao rio, com passos firmes e rápidos, segurava em seus braços uma criança imóvel e indefesa. Aquela mulher ao aproximar-se da margem do rio, desenrolou a criança que estava se mexendo lentamente e a lançou com toda força nas correntezas do Ganges. Tudo foi muito rápido, estranho e inesperado.


As águas barrentas do rio engoliram ferozmente a pobre criança indefesa, que não teve nem tempo de dar o último suspiro. Como será a reação de alguém que está se afogando em águas fundas e escuras de um rio? E como se sente uma criança de colo que se afoga sem ter o direito de chorar?


Após essa ação trágica e triste, a jovem mulher prostrou-se diante das águas e começou a fazer alguns rituais e súplicas. Coisas estranhas aos olhos de um cristão, que não está acostumado a ver tais práticas.


O casal de missionários, perplexo, resolveu se aproximar da jovem mulher para abordá-la, fazer-lhe algumas perguntas e, quem sabe, ajudá-la a mudar de vida:
- Quem era aquela criança? - Perguntou o casal.
- Era meu filho - Respondeu firmemente a jovem mulher.
- Você o amava?
- Claro que sim, eu o amava muito. Era meu único filho.
- Então, por que você o jogou no rio para que ele morresse?
- Porque o deus que eu sirvo me pediu como sacrifício vivo. Apenas o obedeci!
Naquele instante, diante de tal resposta, o casal movido de muita compaixão e amor por aquela mulher que estava cega pela religião hindu, começou a falar-lhe sobre o amor de Deus por nós e o sacrifício que já foi feito por Jesus na cruz, para que não precisássemos mais fazer esse tipo oferenda viva. Eles gastaram algumas horas conversando e orando por aquela jovem senhora. Ela entendeu o plano de salvação e com o coração quebrantado e arrependido, entregou a sua vida para Jesus. Decidiu abandonar aquela religião maldita.
Depois que entendeu o erro que havia cometido ao lançar o único filho ao rio, a mulher com os olhos cheios de lágrimas e soluços, fitou o casal de missionários e exclamou em alta voz:
- Se vocês tivessem vindo a algumas horas antes, para me falar sobre Jesus e o amor de Deus, o meu filho não estaria morto. Eu ainda o teria comigo em meus braços!!!
O que você faria se fosse um dos missionários que presenciou aquela cena inusitada? Qual seria a sua resposta à aquela jovem e triste mãe? De quem é a culpa, quando tanta gente morre sem conhecer a Cristo?


Cenas como essa estão se repetindo diariamente no mundo. Pessoas que vivem debaixo do jugo do diabo e clamam pelo evangelho. Pessoas que precisam apenas de alguém que vá até elas para lhes falar do amor de Deus. Pessoas que não sabem para onde ir, que necessitam de ajuda espiritual e ser alcançadas pela graça de Deus através da sua igreja.
Quando pensamos em missões, pesa sobre nós uma grande responsabilidade e privilégio de sermos co-participantes com Cristo na ação redentora da humanidade. Privilégio tal, que nem os anjos poderiam desfrutar, pois foi conferido apenas aos embaixadores de Cristo na terra. Você e eu!


Hoje, fala-se muito sobre missões no Brasil. Usamos até jargões que dizem: "missões está no coração de Deus", ou, "Deus tinha um único Filho e fez dEle um missionário", quem sabe esse outro que diz: "pede-me e te darei as nações por herança", ou ainda, o versículo mais usado nas conferências missionárias, que nos exorta dizendo:

"Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra". Atos 1: 8.

A primeira parte do versículo é fácil de ser explanada. Quem não gostaria de ser cheio do Espírito Santo? Quem não gosta de poder? Mas, espere um pouco antes de você almejar ser cheio do Espírito. O restante do versículo é banhado de compromisso e muita responsabilidade. Será que estamos dispostos a obedecer ao chamado de Jesus? Transmitir esse poder como testemunhas vivas, aos que ainda não o conhecem?
Alguns até obedecem e focalizam apenas Jerusalém. Outros vão até a Judéia e Samaria. Mas quem se arrisca ir até os confins da terra?


A verdade é que, omitimo-nos quando temos que assumir a responsabilidade de orar, alcançar as nações, ou enviar um missionário a um povo (nos confins da terra) que está distante do nosso arraial. É mais cômodo trabalhar num lugar onde vemos os resultados imediatos; que poderão ser trazidos para nossa igreja. Até deturpamos a Palavra de Jesus dizendo que devemos alcançar primeiramente a nossa Jerusalém (cidade onde moramos), depois ir para Samaria, até chegar nos confins. Se você observar nas entrelinhas do versículo acima proferido por Jesus, notará que o Senhor não nos ensinou assim e a palavra não pode ser traduzida pela metade, o chamado é integral. Ele disse que a nossa responsabilidade de alcançar Jerusalém é a mesma que temos para atingir os confins da terra. Por isso ele usou os termos “ tanto - como”. Que quer dizer que o trabalho deve ser desenvolvido simultaneamente. Isto é, tanto no bairro onde eu moro, como nas montanhas geladas do Tibete. Tanto em Contagem, cidade onde moro, como nas aldeias indígenas. Tanto em Minas Gerais, estado onde eu moro, como na Arábia Saudita. Tanto no Brasil, país onde eu moro, como na América, África, Europa, Ásia, Oceania, ou em qualquer outro lugar do mundo onde existem pessoas que precisam ouvir sobre as Boas Novas de Salvação. A responsabilidade é a mesma e esta foi dada a igreja. O trabalho deve ser feito ao mesmo tempo.


A igreja foi chamada para evangelizar, ser luz e sal neste mundo tenebroso. Quando perde ou não vive essa visão, não tem motivo para existir, pois o fim das coisas que fazemos na terra, não deve ser a nossa própria glória mas sim a glória de Deus. Isso só pode ser alcançado quando nos envolvemos na obra de reconciliação da humanidade com Cristo, que veio para salvar o que se havia perdido.


Entendemos, então, que missões é mais do que realizarmos uma conferência missionária uma vez por ano em nossas igrejas. É saber que existe uma grande massa de pessoas que precisa ser evangelizada. Que precisa ser discipulada, e este envolvimento deve ser sempre, o ano inteiro. Missões é se envolver de corpo e alma no maior projeto de vida estabelecido pelo próprio Senhor Jesus Cristo. É ter a consciência que Deus nos chamou para esse projeto tão espetacular e a Sua palavra nos garante esse chamado.